Lisboa Best Restaurants

Uma das nossas paixões...

Prado

Prado
7.3Valor Total
Atendimento 7.3
Ambiente 6.7
Relação qualidade preço 6.4
Degustação 8
Global7.3

Restaurante Prado, localizado na Travessa das Pedras Negras, na Sé, em Lisboa. Este espaço que outrora tinha sido uma fabrica de conservas, umas ruínas romanas, exibe actualmente uma sala com um ambiente descontraído.

Algumas características de arquitectura interessantes, a confirmar as portas e janelas, que permitem a entrada de luz natural. O pé direito alto que confere um espaço amplo.

Outro recanto bem aproveitado, é um pequeno pátio, simpático e confortável, onde se aguarda por uma mesa.
Ao fundo do restaurante e junto à garrafeira, existe uma mesa única, de tamanho considerável, que é uma ótima sugestão para grupos.

O jovem chefe António Galapito, com apenas 26 anos, com um currículo internacional, discípulo do chefe Nuno Mendes (Taberna do Mercado), em Londres, decidiu regressar às origens. Assumiu, no Prado, um conceito diferente “farm-to-table“. A carta é muito versátil, com produtos sazonais, nacionais e frescos. As sugestões variam conforme a disponibilidade dos ingredientes, criatividade e inovação são valores seguros na mão deste chefe.

Como habitualmente, fazemos a partilha de todos os pratos… e começamos assim, na nossa segunda visita ao restaurante Prado. Um couvert com um pão de trigo de barbela, com uma côdea crocante, que chega à mesa quente (sublime). Uma parceria com a padaria Gleba. É acompanhado por uma manteiga de cabra, com pó de alface do mar e sal grosso (oitava maravilha do mundo) e uma gordura de porco preto alentejano, cebolas caramelizadas e sal grosso (4,2€). Pedimos um reforço de pão (2€), mesmo viciante.

Berbigão, acelgas (e que sabor a fumado), coentros e pão torrado (6 €). Ingredientes simples que se traduzem num fantástico prato. O protagonista de todo o almoço.

Cavala, vinagrete de alface do mar e salsa (6,80€). Cavala ligeiramente braseada , com o vinagrete a cortar o seu intenso sabor. Puré de salsa, criativo. Prato que prima pela originalidade.

Pescada dos Açores, pil pil e courgettes novas (14€). Ingredientes frescos, mas sem nos deslumbrar.

Pluma de porco Alentejano, alface e coentros (16€). Pluma grelhada (em lenha, o que dá um sabor mais intenso à carne). Diferente, bom mas sem ser surpreendente.

E para finalizar a sobremesa sugerida foi um Mara de Bois (4€). Consiste basicamente em morangos, chantilly fumado e azeite no fundo da taça com pequenos grãos de sal grosso. Morangos e chantilly ótimos, já o azeite… perfeitamente dispensável.

O serviço é atencioso, esforçado e competente.

Carta de vinhos naturais, orgânicos ou biodinâmicos, a cargo da escanção Maria Rodriguez. Bebemos um Alentejano Dominó (8 € a copo) e um Minho António L. Ribeiro 2015 (5€ a copo).
A água filtrada é servida em garrafa do próprio restaurante com um custo de (0,5€) por pessoa e consumo ilimitado.

Encerra à Segunda, Terça-feira, e aos Domingos às 17 horas. É fundamental efectuar reserva.
O estacionamento é difícil, pelo que sugerimos o parque do Chão do Loureiro, sensivelmente 5 minutos a pé.

Restaurante Prado, uma abertura recente, uma certeza confirmada, uma cozinha diferente (das melhores provadas na nossa opinião).

Agosto 2018

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